quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O melhor do Brasil

Foi legal ver o Flamengo campeão brasileiro, voltando a ganhar um título nacional 17 anos depois de sua última conquista. Maracanã lotado, aquela massa toda comemorando, algo simbolicamente muito bonito que rememora os grandes confrontos das décadas passadas. Mas acho que ficamos apenas nisto. Não há mais Zico duelando com Reinaldo, Zico dando caneta em jogador gremista, Leandro entrando como um foguete na área, o jovem Bebeto voando, o vovô Junior levitando.

Petkovic faz por resgatar os bons tempos do rubro-negro e é um dos poucos que contribuem para a sobrevivência do futebol no Brasil. É muito bom que Pet ainda esteja jogando se pensarmos que o torneio teve em sua seleção do campeonato jogadores como Guiñazu e Diego Tardelli. E Diego Souza escolhido como craque da competição.

O título ficou em boas mãos. Despretensiosamente, o Flamengo foi se aproximando dos líderes, que ao longo do torneio foram definhando um a um (o Palmeiras tem muito a lamentar), e já se dava por satisfeito com uma vaga na Libertadores. Foram tantos os vacilos dos concorrentes que a chance real de título pintou nas últimas três rodadas. Em um campeonato marcado pelo equilíbrio, no qual nenhum time obteve destaque ao longo de toda a competição, o Mengão foi o time da chegada, obtendo os melhores resultados na reta final.

Disse que ficou em ‘boas mãos’ porque o Flamengo é algo único no Brasil. Algo que os torcedores das mais diferentes equipes gostariam que seus times do coração fossem. O mais popular, de maior torcida, o mais amado. Diria que o Mengão é o time da integração nacional, que une os cantos deste país. Mesmo que o time não seja nenhum esquadrão e não faça sombra aos grandes elencos do passado, este título foi importante para despertar um gigante adormecido, cuja importância foi sendo dilacerada ao longo dos anos por más administrações, e que pouco freqüentou as grandes decisões nos campeonatos nacionais nos últimos 15 anos.

Um gigante que, por um longo período, se esqueceu de que é ainda o maior do Brasil.


P.S. Sempre quis assistir a uma decisão de título ou um confronto decisivo entre Flamengo e Corinthians. Mas quando um está bem, o outro está mal das pernas. Nunca se enfrentam pra valer mesmo. Já se passaram 25 anos das quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de 1984 (quando o Corinthians goleou o Flamengo no jogo de volta por 4 x 1) e 18 anos da Libertadores de 1991 (o Mengão fez 2 x 0 no Timão ainda pela fase de grupos). Falta combinar mais entre eles. Quem sabe no ano que vem.

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